Serviços Oferecidos em Eletrodiagnóstico

Estudo de Condução Nervosa: Condução motora, Condução sensitiva, Condução mista, Respostas tardias (ondas F, reflexo H, reflexos cranianos), Centimetragem (inching).

Eletromiografia: Eletromiografia com agulha descartável (monopolar ou concêntrica), Eletromiografia quantitativa, Eletromiografia de superfície em dois canais (para tremores ou distonias).

Avaliação de distúrbios de transmissão neuromuscular: Teste de estimulação repetitiva, Eletromiografia de fibra única (voluntária e microestimulação).

Avaliação de distúrbios autonômicos: análise espectral da variação da frequência cardíaca(intervalo R-R), testes de Ewing, reflexo cutâneo-simpático.

Avaliação do assoalho pélvico: Tempo de latência motora terminal do nervo pudendo, Eletromiografia quantitativa do esfíncter anal externo, Condução sensitiva do nervo dorsal do pênis, Reflexos sacrais (bulbocavernoso, pudendo-anal).

Avaliação de pacientes pediátricos: Sem limite de idade. Doutorado em avaliação de recém-nascidos com lesões do plexo braquial.

Exame domiciliar: Para pacientes com restrições de mobilidade, a eletroneuromiografia realizada no conforto da sua casa.

Perguntas frequentes sobre eletroneuromiografia

O que é eletroneuromiografia?

A eletroneuromiografia é um exame para avaliação da função dos nervos e músculos. Na verdade, trata-se de um conjunto de testes diagnósticos direcionados ao problema do paciente. Os americanos usam o termo “consulta eletrodiagnóstica” para se referir a este procedimento. A eletroneuromiografia normalmente é composta por duas etapas: o estudo de condução nervosa e a eletromiografia propriamente dita. Na primeira parte, aplicam-se pequenos estímulos elétricos nos nervos e registram-se as respostas produzidas, sejam elas sensitivas ou motoras. São avaliados o tempo e o tamanho das respostas. Na segunda parte, coloca-se um eletrodo em forma de alfinete nos músculos e registra-se a atividade elétrica do próprio paciente durante o repouso muscular e durante a contração voluntária. A eletroneuromiografia é um exame funcional e não de imagem, ou seja, não há “foto” do nervo e sim traçados com diversas ondas, de forma similar a um eletrocardiograma. O resultado do exame depende da integração das informações clínicas e dos achados em cada teste.

Para que serve a eletroneuromiografia?

De maneira simplificada, a eletroneuromiografia avalia o chamado sistema nervoso periférico, desde parte da medula espinhal (o chamado corno anterior), os nervos, a junção entre os nervos e músculos, até os músculos propriamente ditos. Os pacientes podem apresentar diversos sintomas como dor, formigamento, dormência, fraqueza, paralisias, câimbras ou movimentos anormais. Uma das utilidades mais comuns é a avaliação de lesões focais dos nervos. Além de mostrar o local da lesão nervosa, o exame fornece informações importantes quanto à possibilidade de recuperação espontânea ou não da lesão. Situações comuns incluem a chamada síndrome do túnel do carpo, compressões de nervos na coluna por hérnias de disco (incluindo os chamados “problemas do nervo ciático”), paralisia facial e outras lesões compressivas ou traumáticas. O comprometimento dos nervos pode ser também difuso nas chamadas polineuropatias. Várias doenças podem determinar comprometimento difuso dos nervos, tais como diabetes, falta de vitaminas, substâncias tóxicas, inflamações, infecções e várias outras. A eletroneuromiografia não determina diretamente a causa da doença, mas direciona sua pesquisa. Outro motivo comum de encaminhamento é na avaliação de fraqueza muscular. Esta pode ser devida a problemas na medula, nos nervos, na junção neuromuscular ou diretamente nos músculos.

A eletroneuromiografia dói?

O exame apresenta algum desconforto devido aos choques e picadas, mas é perfeitamente tolerável pelos pacientes. Muitas pessoas vêm apavoradas ao consultório, mas ficam aliviadas ao perceber que o exame não é nada do outro mundo. As agulhas utilizadas hoje em dia são bem finas e afiadas, o que proporciona maior conforto aos clientes. Não há necessidade de sedação ou anestesia. Na parte da eletromiografia, o paciente precisa colaborar para realização do exame, então não pode estar dormindo.

Há algum risco envolvido?

A eletroneuromiografia é um exame seguro. As agulhas são descartáveis e é feita assepsia no local das picadas. Não é injetado contraste ou qualquer substância e não há risco de reações alérgicas. Pode haver um pouco de coceira no local das picadas, mas isso é por efeito mecânico. Recomenda-se não coçar o local para evitar infecções. Os locais da picada podem ficar um pouco doloridos, mas isso geralmente desaparece rapidamente. Pode haver a formação de hematomas (manchas roxas) no local das picadas. Se isto ocorrer, é normal o local ficar dolorido por alguns dias. Em pacientes com doenças da coagulação (por exemplo, hemofílicos) ou em uso de medicação anticoagulante, pode haver a formação de hematomas grandes, e recomenda-se avisar o médico responsável da solicitação da eletroneuromiografia. Para os pacientes tomando Marevan®, Marcoumar® ou Coumadin®, recomenda-se um coagulograma recente com INR menor que 2,5. Para pacientes tomando Pradaxa® ou Xarelto®, ecomenda-se a suspensão do medicamento 48 horas antes do exame. Não problemas relacionados a implantes metálicos (placas, parafusos, etc). Pacientes usando marca-passo ou neuroestimuladores podem fazer a eletroneuromiografia. Pacientes com desfibriladores implantados devem consultar o cardiologista antes do exame.

Qual o preparo para o exame?

Não há necessidade de jejum ou qualquer preparo especial. Deve-se evitar a aplicação de cremes ou pomadas na região a ser examinada, pois isso prejudica a colocação de eletrodos. Pacientes tomando Mestinon® devem suspender a medicação 24 horas antes do exame, desde que autorizado pelo médico responsável. É importante trazer os exames anteriores, em particular eletroneuromiografia e ressonância magnética de coluna.